Comprei um apto, e agora?

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Um dia após a compra já começamos a fazer planos e mais planos. Revisitamos inúmeras vezes o folder de divulgação, verificamos as plantas com suas possíveis mudanças e a parte mais chata de todo o processo e sei que concordarão comigo: fluxo de pagamento!

 

Eu criei uma planilha de gastos para ter maior controle e economizar, mas confesso que não deu muito certo no meu caso, acabei desistindo. Mas se você consegue se organizar, meu cunhado contador garante que vale a pena! Segundo ele, anotar TODOS os seus gastos mensais, por menores que sejam, pode fazer com que os desnecessários, após alguns meses, desapareçam rs. O consumo passa a ser mais “consciente”. Tentem e me digam se é fato! As viciadas em bolsas, sapatos, roupas, esmaltes e maquiagem como eu, compreenderão a minha dificuldade em considerar absolutamente necessário comprar um rímel da Dior em promoção rs Mas os posts sobre os mimos eu escrevo depois! Esse post será mais burocrático.

 

No ato da compra estamos tão maravilhados que mal analisamos os índices de correção mensais das parcelas e outras cláusulas contratuais que constam na minuta do contrato que deve ser minuciosamente lida antes da efetivação da compra. Na época pedi uma cópia à construtora e enviei à advogada para que revisasse se havia alguma irregularidade.

 

E, no contrato, há cláusulas que preveem a correção das parcelas durante a construção da obra e foi aí que, pela primeira vez, ouvi falar do tal INCC e IGP-M. Mas afinal o que é isso?

 

INCC significa ÍNDICE NACIONAL DE CUSTO DA CONSTRUÇÃO. Ele é elaborado pela Fundação Getúlio Vargas e afere a evolução dos custos de construções habitacionais. Mensalmente o valor das parcelas é corrigido e esse índice é variável. No ano de 2011, por exemplo, o índice foi de 7,48%. Em 2012, 7,11%. E em 2013, 8,08%. Esse índice incide nas parcelas e também no saldo devedor (valor restante para a quitação do imóvel na entrega das chaves). Os percentuais mensais do INCC você pode encontrar aqui.

 

Próximo à entrega das chaves e após a emissão do HABITE-SE do empreendimento pela prefeitura, a maioria dos contratos prevê que o INCC deixa de ser cobrado e esse saldo devedor será corrigido pelo IGP-M + juros de 1% ao mês. O IGP-M também é calculado pela Fundação Getúlio Vargas e significa ÍNDICE GERAL DE PREÇOS. Ele é divulgado ao final de cada mês. Esse item pactuado nos contratos já gerou polêmica por conta do pagamento desse 1% ao mês. Não tive essa correção ainda no meu contrato, pois pego a chave do apto em junho e o HABITE-se ainda não foi emitido, mas assim que tiver novidades, posto aqui. Sobre os índices do IGP-M você pode encontrar aqui.

 

Além de estarmos sempre atentos a esses índices de correção devemos ter sempre uma reserva para o pagamento das documentações e impostos cobrados à época da entrega das chaves. ITBI, registro e escritura do imóvel podem ter seu custo próximo de 4% do valor do imóvel, mas isso varia, pois cada cidade tem o seu índice. Quando chegar a minha vez, posto aqui os detalhes sobre os valores de cada um deles e as formas de obter os 50% de desconto (caso seja o seu primeiro imóvel financiado pelo SFH) no ITBI e registro em cartório.

 

Bom, é isso! Quanta burocracia! Próximo post: vistoria do apto.

 

Beijos e obrigada pela visita! Se faltou alguma informação, nos ajude comentando aí embaixo!

 

 

Flá e Gi

Paulistas com coração mineiro, temos sempre um café fresquinho esperando por uma boa companhia. Aqui conversamos sobre um pouco de tudo: reforma, decoração, moda, comprinhas, família, comidinhas gostosas, músicas, saúde... Fique à vontade! A Casa é nossa!

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